<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610</id><updated>2012-02-16T10:20:04.137-02:00</updated><category term='outono'/><title type='text'>Just an ordinary day</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-6445523679643932609</id><published>2009-12-07T00:18:00.003-02:00</published><updated>2009-12-07T00:27:35.349-02:00</updated><title type='text'>Bolo de Chocolate</title><content type='html'>Parece que o verão mudou pra novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A excitação preguiçosa dessa época do ano se reflete nas roupas e nos sapatos dos outros. Eu queria muito poder vestir uma leve regatinha branca, uma saia de um tecido que parece chita (mas que muda de nome de acordo com a pessoa que o está usando), uma sacola de pano no lugar da mochila preta e um chinelinho de dedo. Talvez eu até amarasse alguma coisa no tornozelo. Só pra enfeitar. Se eu fechasse os olhos e me esforçasse um pouco, poderia até sentir o cheiro salgado da praia...mas o litoral não foi feito para pessoas como eu, então eu continuo aqui, vestindo minha calça jeans (que de tão apertada só intensifica o calor), minha blusa preta (que ainda tem um top por baixo, também preto) e calçando meu All Star que já está tão velho que desconfio estar me causando joanetes precoces, mas não tenho dinheiro pra comprar outro tênis e meus pés são nojentos demais pra serem exibidos num chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que antecipar o verão não me ajuda em nada, pois ele só me incomoda, tento me distrair com o que é meu inimigo ao mesmo tempo que é a única coisa que me satisfaz: comida. Doce, nessa ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei um lugar em que meu crime fosse anônimo e o único que encontrei foi a escadaria da História. Procurei o degrau que julguei ideal (abaixo da sombra noturna de uma árvore) e abri a mochila lentamente. Desembrulhei com cuidado o bolo de chocolate, me esforçando para não deixar pistas em minhas roupas e mãos. Olhei-o com algo muito próximo da paixão: era um bolo de chocolate, recheado com coco e um creme gelado (também) de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira garfada me assustei com o barulho metálico de algum objeto se batendo contra o corrimão da escada. Tentei ignorar, mas ele voltou a acontecer e agora era acompanhado por malditas vozes alegres. Fiz um tremendo esforço para me tornar invisível. O mesmo que faço quando algum comentário me magoa ou quando viro motivo de piada. As três vozes passaram por mim e uma delas disse “bolo de chocolate é uma delícia, né?” enquanto as outras riam aquelas risadas abafadas que nos fazem sentir humilhados e ridículos justamente por serem um misto de escárnio e pena. Na minha opinião, isso é mais cruel que muitos outros xingamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ter pensado em várias coisas legais pra dizer e talvez até me tornasse interessante para eles. Quem sabe não seria convidada pra tomar uma cerveja e poderia até fazer parte do grupo. Mas sou tímida. E além de tímida, estava acuada, então não consegui pensar em nada além de uma resposta infantil, já que desde sempre aprendemos que não oferecer o que se come é falta de educação: “Você quer?”. A pergunta foi involuntária e automática, como um pé que chuta ao receber uma pancadinha no joelho. Eu não sei o que a voz respondeu, mas as três saíram rindo e no meio daqueles sons desconexos eu só conseguia distinguir o “bolo de chocolate”. As vozes atravessaram a rua e encontraram outras que se juntaram ao coro de risadas e “bolo de chocolate”. Eu ainda as ouvia mesmo quando elas já tinham sumido, em direção ao CRUSP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eles estavam por perto, tive a sensação de ter aumentado de tamanho, sendo impossível que eles não me notassem; quando foram embora, senti uma estranha dor no estômago e me senti diminuta, indefesa e insignificante. Quando a dor passou e voltei a pensar com clareza, já tinha comido todo o pedaço do bolo. Se não fosse pelas vozes ecoando na minha cabeça, teria até esquecido que ele era de chocolate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-6445523679643932609?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/6445523679643932609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=6445523679643932609' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6445523679643932609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6445523679643932609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/12/bolo-de-chocolate.html' title='Bolo de Chocolate'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-8459651602631466617</id><published>2009-10-08T23:43:00.002-03:00</published><updated>2009-10-09T01:54:41.284-03:00</updated><title type='text'>Manu</title><content type='html'>Ela morreu aos poucos,  esquecida e desprezada pela minha "falta de tempo". No começo, era apenas uma diarreia, consequência do fermífugo. Mas a diarreia não passava e a cada dia ela se alimentava menos e se enfraquecia mais. No fim de semana, meu pai disse que ela estava muito tristinha. Trouxe-a para cima da laje e eu fiquei olhando aquele serzinho preto, pequeno, que fazia com que qualquer movimento parecesse um esforço desumano. E era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apareceu na rua do meu amigo, que por um milagre ou por consciência, me ligou para saber o que fazer com aquele filhote abandonado. Sua barriga era enorme e seus olhos cinzentos estavam cobertos de remelas. Dei-lhe um banho, comida e água e tentamos ligar para os pet shops disponíveis, para saber se alguém poderia adotá-la, mas eu tinha esquecido que ninguém quer um filhote de vira-lata, provavelmente cheio de vermes e fêmea, ainda por cima. Um dos veterinários para quem liguei sugeriu que eu chamasse o Centro de Zoonoses. Não acreditei em sua sugestão e perguntei "Você quer dizer a Carrocinha?" "Sim." "Mas você sabe que eles vão matá-la, não sabe?" "Sim, sei." Desliguei o telefone e parei de oferecer a cachorrinha em sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, meu amigo me ligou, dizendo que tinha ligado para mais 7 pet shops e ninguém podia/queria ficar com ela.  Ainda por cima, sua mãe disse que se chegasse em casa e encontrasse um cachorro, o mataria a pauladas. E o pior é que era verdade, pois ela já fez isso antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, ela veio parar em aqui casa e ganhou um nome, um lar temporário, amigos temporários e uma vida temporária. Engordou, ganhou pêlos novos e brilhantes, cresceu ,  conquistou seu próprio espaço na garagem e nos nossos corações.  Sempre que eu chegava da faculdade, era recebida pelo imenso Jack e por aquela figurinha preta, que surgia por entre os carros na garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nas últimas semanas ela passou a aparecer cada vez menos, ficando sempre deitada no puff do Jack.  Às vezes abanava o rabo, mas não vinha me receber. Com o passar dos dias, ela se mexia cada vez menos até parar de comer. Minha mãe começou a alimentá-la com soro caseiro e ela parecia estar melhorando. Mas ontem à noite, quando cheguei da faculdade, o Jack estava desesperado na garagem escura, tentando me dizer alguma coisa. Como as luzes estavam apagadas, não consegui encontrar a Manu, mas o Jack me levou até ela. Coloquei a mão em sua cabeça apenas para me certificar de que ainda estava quente e subi para o meu quarto. Alguns minutos depois, comecei a ouví-la chorar. Fui até a garagem e a trouxe para o meu quarto. Minha mãe levantou e me ajudou a dar o soro com a seringa, mas ela parecia cada vez mais fraca.  Trouxe-a para dormir em meu quarto e fazia carinho em sua cabeça a cada vez que ela chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 4h30 da manhã tentei fazer com que ela tomasse mais um pouco de soro e foi só aí que percebi que, na verdade, ela estava inconsciente. Sua gengiva estava esbranquiçada, sua língua tinha encolhido dentro da boca, seus olhos estavam virados e ela já não tinha reflexos lógicos, embora chorasse e tentasse latir a cada vez que eu chamava seu nome. Seu batimento cardíaco acelerou-se e pensei que ela fosse morrer sufocada, mas logo seu coração começou a bater cada vez mais devagar.  Tentei masseagar seu peito, na esperança de que seus batimentos cardíacos voltassem a um ritmo normal, mas tudo que senti foram batidas cada vez mais raras, até que seu coração parasse de bater por completo, ali, na minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei minha mãe que logo ao vê-la, disse "já está morta", cobrindo-a com um pano e voltando a dormir. Eu voltei a massageá-la, na esperança de que ela pudesse voltar à vida e tive muita vontade de acreditar em deus, para poder pedir um milagre. Seus latidos cada vez mais frágeis e os espasmos que mexiam seus membros me davam forças para continuar tentando. Uma vez eu tinha visto num programa de televisão que em alguns velórios  os cadáveres ainda se mexiam, causando pânico nas pessoas. Em mim só causava esperança. Desejei ardentemente fazer um curso de veterinária, para evitar que mais cachorros morram assim, não minha mão. De repente me senti tonta,  comecei a suar frio, a sentir enjôo, não tinha forças para continuar de pé e achei que fosse desmaiar. Será que é essa a minha maneira de lidar com a morte? Será que é assim que me conscientizo? A verdade é que caí na cama e acordei sem a Manu no meu quarto. Não tive coragem de perguntar à minha mãe o que ela tinha feito com o corpo, mas imagino que tenha enterrado num terreno baldio próximo à casa da minha prima. Minha tristeza era tão exata e tão inquestionável que não precisou recorrer ao recurso das lágrimas. A morte é irremediável. Minha perda também. As lágrimas não dariam conta da tristeza que senti ao ter em minhas mãos um coração que, aos poucos, parava de bater. Também não acho que essas palavras darão conta de expressar meu sentimento de culpa e de impotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu só queria que ela fosse feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-8459651602631466617?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/8459651602631466617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=8459651602631466617' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8459651602631466617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8459651602631466617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/10/manu.html' title='Manu'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-1872067676691515489</id><published>2009-10-04T19:08:00.008-03:00</published><updated>2009-10-04T23:43:34.297-03:00</updated><title type='text'>Três cerejinhas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/Sslc5GNZ2wI/AAAAAAAAADA/EFUqTcmnHlQ/s1600-h/slot+love.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388940565114641154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/Sslc5GNZ2wI/AAAAAAAAADA/EFUqTcmnHlQ/s400/slot+love.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! " &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;(Pra você, Jackie)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ela tentou conter a vontade de rir, como alguém que luta bravamente contra a tentação de um vício. E aquele era o pior de todos : se apaixonar. Disse a ela tudo que sempre neguei a mim mesma: o amor dá um outro rumo às nossas vidas, faz os problemas parecerem bobagens, altera a nossa percepção de tempo, de mundo, de espaço, é rejuvenescedor etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez o meu papel de amiga exija que eu avise que, na verdade, o amor (seja lá o que isso quer dizer) é bastante traiçoeiro, egoísta e potencialmente destrutivo, mas seria crueldade. Ela parecia outra pessoa. Parecia estar feliz! Acho que ela tinha o direito de sentir isso. E no mais, quem sabe não é dessa vez que ela finalmente vai encontrar as três cerejinhas?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Essa história de cerejinhas não é minha, é de uma música do Conor, Waste of Paint, em que ele diz &lt;em&gt;"Will my number come up eventually? Like love's some kind of lottery, where you scratch and see what's underneath: it's 'sorry'...just one cherry...or 'play again'... get lucky!".&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da minha pessimista desesperança compartilhada com Conor Oberst, eu insisto em achar que o amor pode, sim, salvar vidas. Pelo menos a dela, pois eu não acredito em milagres. A verdade é que ver nela aquele tipo de sentimento que eu deixei de me permitir há tantos anos me deixou com saudades da vida de antes. Há quanto tempo eu não sou capaz de me apaixonar de verdade por alguém do meu ambiente escolar? Alguém real, que eu veja todos os dias? Talvez se isso tivesse acontecido na faculdade, eu não teria reprovado em Elementos de Linguistica...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já considerei a hipótese de ter criado pessoas ideais e me corresponder com elas. Por isso nada acontece apesar de elas serem tão perfeitas. Mas essa é só uma das "alucinações" que surgem quando não tenho o que fazer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estou feliz por ela. Acho que quando a gente consegue se aproximar de alguém da forma como eu e ela tentamos nos aproximar uma da outra- especialmente nesse mundo louco -, somos quase capazes de sentir a mesma coisa. Se eu me esforçar um pouco, sou capaz de vê-la observando-o na sala de aula, com o sol entrando pela janela, com o barulho daquele passarinho da aula de literatura e das tardes de pv (ela sabe qual é). Sou capaz de sentir aquele típico frio na barriga, sintoma de que estamos vivas, a cada vez que ela o encontra, por acaso, no corredor. Sinto falta daquela crença de que todo dia será diferente e "quem sabe não é hoje que as coisas vão acontecer? "&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente pensei ter encontrado minhas três cerejinhas, mas sempre aparece alguém que me rouba a terceira. Ou talvez eu tenha roubado duas de alguém...a gente nunca sabe. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Conversamos por uns 10 minutos na esquina do trabalho e cada movimento que ela fazia denunciava sua alegria, sua esperança. Foi aí que eu percebi que não importa quem somos, o que pensamos da vida, no que acreditamos...todos nós queremos a mesma coisa: amar e ser amado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo eu, com todo o meu pessimismo, com toda minha conspiração, minha amargura, minhas teorias que tentam provar que o amor é mentira, tenho esperanças de mudar um dia. É aquela coisa de afirmar algo justamente por negá-lo em excesso. No fundo, eu também só espero amar e ser amada. E pior: espero que isso seja suficiente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jackie, se eu soubesse o que te dizer, como fazer ele gostar de você, acredite, seria a pessoa mais rica e bem sucedida do mundo. Mas eu não sei. Eu só acho que o amor é justamente caminhar sobre ovos no escuro. Mas acho que mais importante que a conquista em si é esse momento que você está vivendo. É sublime (conceitos kantianos via Pasta rsrs) ver o poder que a simples existência de uma pessoa pode exercer sobre nossas vidas. E ao mesmo tempo, é gratificante ver como o amor transforma vários aspectos de nossas vidas e, aos poucos, tudo se encaixa como um quebra-cabeça. Queria escrever coisas bonitas, coisas que te dessem coragem, inspiração, mas no momento meu coração anda muito fragmentado para esse tipo de coisa. O que posso fazer é desejar boa sorte. Afinal, o amor é mesmo uma loteria, né?&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-1872067676691515489?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/1872067676691515489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=1872067676691515489' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1872067676691515489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1872067676691515489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/10/tres-cerejinhas.html' title='Três cerejinhas?'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/Sslc5GNZ2wI/AAAAAAAAADA/EFUqTcmnHlQ/s72-c/slot+love.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-9206943149224590226</id><published>2009-09-30T00:51:00.003-03:00</published><updated>2009-09-30T03:01:45.173-03:00</updated><title type='text'>A meia e o sábado</title><content type='html'>Enquanto lavava a louça do café, fui pega de surpresa pela lembrança de uma pessoa que já não via há algum tempo. A imagem veio na minha cabeça de uma forma tão instintiva que não soube  relacioná-la a qualquer elemento da situação que vivia.  Inclinei a cabeça para o lado e com os olhos fixos no nada que envolvia os objetos da cozinha e se expandia em direção ao mundo lá fora, pensei rapidamente "ele nunca mais apareceu aqui". E isso veio como um ultimato, como a conclusão de alguma coisa que eu julgava constantemente incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lembrança se foi antes que sentimentos incômodos pudessem ser retomados e eu segui com a inutilidade do meu sábado, sem saber ainda se continuaria a leitura de um livro ou se daria banho nos meus cachorros. Antes de conseguir decidir, me vi diante do computador fazendo qualquer coisa inútil na internet e mais uma vez lamentei minha mediocridade e senti pena do Graciliano Ramos e do seu profundo Infância, que agora se viam obrigados a disputarem minha atenção com um objeto tão frio quanto os tempos modernos que o criaram.  Fui interrompida pelo toque da campainha e pela desobediente inquietude do meu coração Num movimento automático, tirei o pijama e procurei dar uma ajeitada no cabelo. Ao trocar de roupa, me senti tão fútil quanto aquelas mulheres do século XVIII que apertavam as bochechas para parecerem rosadas na presença de seus pretendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude ouvir seus passos pelas escadas e mais tarde, sua voz jovial e delicada. Na tentativa de ignorar a estranheza da situação, liguei o rádio.  Minha esperança era que as palavras desafinadas de Conor Oberst me dissessem o que fazer, me mostrassem qual caminho seguir. A música se misturava às vozes que vinham da cozinha e tudo que eu conseguia ouvir era um monte de ruídos ininteligíveis, pois ainda sem querer, queria prestar atenção nas duas coisas ao mesmo tempo. No curto silêncio que separa uma canção da outra, ouvi minha mãe perguntar "E você pretende se casar quando, L.?" Cada parte do meu corpo parou para ouvir atentamente à resposta, mas  meus ouvidos foram inundados pela introdução barulhenta de Four Winds e por um momento cheguei a amaldiçoar Conor Oberst.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o rádio, concentrei todos os meus esforços na criação de uma cara cínica, respirei fundo e testando a minha capacidade de parecer indiferente, disse ao espelho "Oi, L. Tudo bem?". Não me achei muito convincente, mas o constrangimento duraria apenas alguns segundos. E se alguma coisa me denunciasse, tudo que eu tinha que fazer era evitar aqueles olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava sentado de costas para o corredor e antes de finalmente entrar na cozinha, observei com ternura aquela figura que durante muito tempo foi a alegria da minha vida. Contra minha vontade, um sorriso triste surgiu em meu rosto. Fechei os olhos, concentrei meus esforços na farsa e disse, sorridente, "Oi, L! Tudo bem?". Beijá-lo no rosto foi inevitável e eu senti mais uma vez a textura daquela pele tenra e quente. Ri por dentro. Algumas coisas nunca mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E Conor Oberst insistia em cantar em sua voz desafinada "Yeah, you still kiss me, but it's just on the cheek").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até a sala, troquei algumas palavras com meu pai, coloquei água para ferver e voltei ao meu quarto. A atmosfera de desordem causada por aquela visita incorporava todas as minhas tentativas de provar que toda aquela preocupação era ridiculamente constrangedora e que não passava de um reflexo da ausência de eventos na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. e eu não temos filhos, mas temos um cachorro que desempenha muito bem esse papel, pois tem sido a principal desculpa para nossos diálogos seguros e vazios. Enquanto eu preparava o molho do meu macarrão, L. se encantava com todo e qualquer movimento daquele cachorrinho mimado e fazia questão de compartilhá-los comigo. Pousei minha mão sobre a cabeça do Mané e senti aquela mão quente que, sob a desculpa de agradar o cachorro, acabou envolvendo a minha. Não levantei os olhos. Tudo que eu via era aquela imensa aliança prateada. Puxei minha mão rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preguiça da tarde pós-almoço invadia cada canto daquele sábado de calor, e logo meu pai estava dormindo em seu quarto. Não sei onde minha mãe e irmão tinham ido, só sei que restaram apenas L. e eu na sala, resistindo bravamente à vontade de deitar no chão e dormir.  Ele parecia extremamente à vontade,  esparramado no meu sofá e me contando seus planos, enquanto eu, de pé, atrás do outro sofá, parecia um soldado que se crê protegido por uma trincheira. Se eu estivesse interessada em ilusão, poderia ir além dessa cena e dizer que ele estava de coração aberto, enquanto eu me fechava cada vez mais dentro de mim. Mas a verdade é que ele estava sendo apenas sociável, uma habilidade que invejo muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada fragmento de conversa evidenciava mais e mais as diferentes pessoas que havíamos nos tornado. Seus planos eram absolutamente incompatíveis com os meus e eu experimentava uma estranha sensação de alívio.  Quando eu já estava quase convencida de que todo aquele amor tinha se perdido para sempre em algum buraco negro do passado, ele disse, com um olhar distante, "Acredita que eu ainda tenho aquela meia?".  Eu sabia do que ele estava falando, mas precisava de tempo para pensar em uma reação, então perguntei  "Meia? Que meia?". Ele se limitou a responder "Aquela meia...que o Rex rasgou, não lembra?". É claro que eu lembrava. O "acidente" aconteceu há anos, na noite em que tivemos nossa primeira briga como namorados. Estávamos na garagem de casa e eu não lembro qual era o motivo da discussão, mas a questão é que, naquela época, L. tinha o hábito de andar de um lado para o outro quando estava nervoso ou irritado. Meu cachorro Rex ainda não tinha se acostumado à ideia de que agora eu tinha um namorado, então às vezes se enfiava entre L. e eu no sofá, ou rosnava sempre que ele parecia estar planejando algum movimento em falso. Já cheguei a pensar que o Rex tinha sido treinado pelo meu pai para garantir que sua única filha não caísse na conversa mole de qualquer rapazinho bonitinho. Independente dos motivos, Rex estava sempre ali, pronto para me defender. E naquela noite não foi diferente: enquanto L. reclamava, falava rápido e andava de um lado para o outro, Rex aguardava o momento certo para sair debaixo do carro e morder aquelas pernas finas que desfilavam à sua frente. E foi assim que a tal meia acabou rasgada. Aquela lembrança fez com que compartilhássemos um riso confidente e eu acabei aprendendo que pode até ser possível deixar uma pessoa, mas nem sempre é possível tirá-las de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. decidiu ir embora antes que o "encanto" passasse de vez. Ao chegar na garagem, lembrou-se que havia deixado a chave do carro na cozinha e subiu correndo para buscá-la. Voltou ofegante, a escada parecia não ter fim. Disse que seu coração estava disparado e pediu que eu colocasse a mão em seu peito e o sentisse,  mas acho que percebeu o erro que estava cometendo,  pois mudou de assunto rapidamente. Mesmo depois de todos esses anos, alguns resquícios do que um dia chamamos de amor insistem em aparecer para nos confundir, constranger, desarmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri o portão e quando beijei seu rosto ao me despedir, fui surpreendida por um abraço intenso, apertado, possessivo.  Cheguei a pensar que ele queria me dizer alguma coisa e que na esperança de que as palavras surgissem milagrosamente, me prendeu em seus braços.  Tentei ver em seus olhos as palavras que sumiram, mas não tive coragem de encará-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, ele disse "Até mais, A. Até um dia" e entrou em seu carro, em direção àquela cujo nome está gravado em sua aliança. Duvido que ela seja capaz de ler o que está escrito naqueles olhos ou de ouvir o que ele diz com o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-9206943149224590226?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/9206943149224590226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=9206943149224590226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9206943149224590226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9206943149224590226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/09/meia-e-o-sabado.html' title='A meia e o sábado'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-677682602201498898</id><published>2009-07-18T22:35:00.002-03:00</published><updated>2009-07-19T02:51:09.285-03:00</updated><title type='text'>Primeiro post como au pair</title><content type='html'>Hoje, 18/07/2009, é meu primeiro post como au pair!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma sexta-feira de alegria, esperanças frustradas, mau humor, tristeza, lágrimas, raiva, acordei às 08h20 de um sábado com minha mãe no quarto, dizendo que hoje iríamos fazer minha inscrição no programa. A loja só abria às 10h e ela já estava me azucrinando às 8h. Tentei voltar a dormir e acordei com suas reclamações "parece que essa menina morreu e esqueceu de deitar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei, tomei café, ajudei meu pai com a limpeza da sala e às 10h30 liguei na agência. Combinei minha visita e avisei minha mãe. Hehe, naturalmente, ela não ia mais. Na cabeça dela, às 10h ela tinha que &lt;em&gt;estar lá &lt;/em&gt;e não levantar da cama. Fiquei muito brava e triste ao mesmo tempo. É meu último fim de semana de "férias" da faculdade, eu queria dormir até tarde! Além disso, queria que ela fosse, pois é uma decisão importante pra mim. Depois de muita discussão, decidi procurar alguém pra ir comigo. Naturalmente, a primeira pessoa que me veio à mente foi o Kléber, mas sua mãe atendeu e disse que ele estava dormindo. Segunda tentativa: Jacque "pô, deia, foi mal...mas eu vou sair". Tudo bem. Terceira: Ceci - não atendeu. Assim como a Valéria e o Dudu. Nesse meio tempo também liguei para o Rodrigo, mas ele também tinha o que fazer. Comecei a pensar que todo o problema seria resolvido se eu tivesse um namorado e voltei à mesma tristeza da sexta feira, pensando no quanto eu seria menos solitária se tivesse um namorado. Chorei de raiva, mas decidi ir mesmo assim. Na última hora, liguei para o Kléber mais uma vez, afinal, ele era minha única esperança. Na primeira vez, ele não atendeu; na segunda, atendeu e desligou. Na terceira tentativa uma voz de sono atendeu "aaaaloooo...". Apesar de ele ser meu amigo há eras, fiquei sem graça e pedi desculpas por estar incomodando. Reclamei que não tinha ninguém pra ir comigo e que ele era minha última esperança. Ele reclamou um pouco (naturalmente), mas foi comigo, como sempre (eu sempre posso contar com ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agência da STB era pequena e cheia de gente. Uma moça me atendeu e me pediu pra preencher uma fichinha. Depois veio uma outra moça fazer uma entrevista em inglês. Eu me lembro que ela insistiu bastante na questão da religião. Perguntou tanto que eu tive que dizer com todas as letras "No, I don't believe in God"...Não satisfeita, ela perguntou "But would you go to the church with the family" e eu disse "Yes, I don't mind...it doesn't mean anything to me anyway...it would be a job just like any other".  Ela também me perguntou algumas vezes se eu tinha namorado, como era meu relacionamento com a minha família...quando ela me perguntou o que eu gostava de fazer, eu respondi "Reading" e ela "ok...and during the day?" " I read, watch some movie..." e ela "ok...and during the night?" "I read some more". hauahauah. E é verdade, eu leio mesmo! Mesmo que sejam coisas obrigatórias pra faculdade, não há um fim de semana em que eu não leia nada. Depois ela me fez responder 75 questões bobas, geralmente sobre o meu comportamente diante de situações de stress etc. Em seguida, fui atendida pela primeira moça e quando ela leu que eu disse que não tenho namorado, ela insistiu "Vc não tem mesmo namorado?" "Não..." "Aquele rapaz ali não é seu namorado?" "Não...". E tudo isso só pq o Kléber foi comigo e estava segurando minha bolsa. Pensando agora, eu acho que oq o Kléber fez é bem a coisa típica de namorado. Qq outra pessoa tem outras coisas pra fazer no sábado, as pessoas não ficam à nossa disposição. Geralmente, nós somos prioridade para os namorados, não para os amigos. Mais uma vez pensei que eu gostaria de ter um namorado, mas por um lado é bom, pelo menos não vou deixar ninguém aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu tenho uma papelada aqui pra preencher e um monte de coisinhas pra fazer em 15 dias. Inclusive tirar meu passaporte!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim! Fora os trabalhos das minhas falsas férias!&lt;br /&gt;Bom, é isso! Fiquei tempo demais lendo o blog dos outros que acabei esquecendo o que tinha pra falar :S Tanto é que comecei a escrever aqui às 23h07  e to terminando às 02h50 rsrs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-677682602201498898?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/677682602201498898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=677682602201498898' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/677682602201498898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/677682602201498898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/07/primeiro-post-como-au-pair.html' title='Primeiro post como au pair'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-2886468034699176829</id><published>2009-07-06T23:50:00.005-03:00</published><updated>2009-07-07T00:01:30.291-03:00</updated><title type='text'>Júlia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SlK59YYScUI/AAAAAAAAACg/73EYeVzdkPY/s1600-h/love_by_laurapora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355547371064422722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SlK59YYScUI/AAAAAAAAACg/73EYeVzdkPY/s400/love_by_laurapora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O relógio marcou 15h05. Ela estava atrasada. Por cima das casas, da janela do meu quarto, observava a rodoviária. A tarde era quente e o nada parecia tremer com o calor. Meu coração palpitava indecentemente, mas minha cabeça tentava conter a vontade de descer e esperar por ela no terminal. E eu poderia, se quisesse. Ela não me reconheceria, mas tive medo de que meus próprios sentimentos me denunciassem e eu não conseguisse impedir que meu olhar traiçoeiro dissesse “aqui estou”. Se isso acontecesse, esses mesmos olhos teriam que ver um amor tão puro e verdadeiro se desmanchar à sua frente, dando lugar à decepção e a um ódio magoado. Minha perna não parava de tremer. Era sempre assim quando me via numa situação de ansiedade. Lembro quando estava na escola e tinha escrito em minha perna a cola para uma prova, mas não consegui utilizá-la porque não parava de tremer. Ela sentia a mesma coisa quando nervosa, e essa foi uma das muitas coisas que tínhamos em comum e fez com que nos sentíssemos duas pessoas que foram encontradas em meio a um mundo de estranhos. Por que eu deixei que ela viesse até aqui? Durante todos esses anos consegui mantê-la distante sem que isso me custasse muito trabalho. Mas sua insistência libertou em mim algo que eu jurava não existir, algo que à custa de muito esforço eu sufocava em meu interior, que eu buscava de todas as formas silenciar com falsos moralismos, com idéias religiosas nas quais eu nunca acreditei de fato, e acima de tudo, com o medo da reprovação de meus pais, do olhar de vergonha de minha avó, do afastamento de todos os meus amigos.&lt;br /&gt;Contra todos os meus esforços, seu amor ia aos poucos encontrando fendas em mim, fraquezas, e se estabelecendo dentro de tudo aquilo que eu era. Quando me dava conta, estava me acabando de ansiedade, esperando por uma carta sua, sentindo um misto de vazio e ódio quando ela não chegava. Certa vez ela me disse que entendia que eu não a amava, que sabia que eu era gay e não poderia ficar com ela, mas mesmo assim, ela queria me ver apenas uma vez, saber que eu era real. Depois, se vestiria de preto e se denominaria viúva “Seria interessante, não, Júlio? Uma viúva precoce. Bastante romântico.” Sim, realmente, seria bastante romântico. Mas ela sequer imaginava o quanto estava enganada...&lt;br /&gt;O fato é que sua fé no amor acabou me atingindo de uma forma que, num impulso de coragem irresponsável, as letras tortas por causa das mãos trêmulas, escrevi o seguinte bilhete “Tudo bem. Venha me ver no próximo feriado. Meu endereço é o do envelope” e pela primeira vez deixei de morar na caixa postal, como ela dizia, e passei a ter uma casa comum, como todas as pessoas, um apartamento 23 de um quarto andar.&lt;br /&gt;E agora lá estava eu, num dos quartos desse apartamento. Uma de minhas unhas foi roída ao ponto de começar a sangrar, e então eu vi ao longe aquele ônibus de viagem, aquele que só passava duas vezes por dia e que vinha sempre de algum lugar bem distante. Dificilmente se atrasava em dias de sol, mas hoje, só para prolongar a ansiedade de meu coração, atrasou-se quase 20 minutos. Minha mente se achava parada na janela, enquanto meu corpo desligava-se de mim e descia correndo pelas escadas. Sabia que ela nunca mais me perdoaria, mas eu também não me perdoaria se não a visse pelo menos uma vez. Corri por entre os carros e encostei-me à parede da plataforma. Minhas mãos suavam e o frio na barriga chegava a causar náuseas. O ônibus parou na plataforma. Estava tão ofegante quanto eu. A cada passageiro que desembarcava, o mundo parecia me engolir e sufocar e eu queria ter o poder de simplesmente fechar os olhos e voltar para a segurança do meu quarto, mas não conseguia me mover. Finalmente, quase uma das últimas pessoas a descer, veio ela. A blusa amarrada na cintura – provavelmente fazia frio em São Paulo – a expressão de cansaço de quem passou oito horas em um ônibus num calor de 27º, o olhar tristemente perdido, de quem não sabia onde estava e nem porquê. Desceu. Parou na plataforma, abriu a mochila e pegou a garrafa com água. Bebeu um pouco. A água escorria-lhe pelo pescoço e desaparecia no decote de sua blusa. Meu corpo arrepiou-se e minha mente foi inundada de pensamentos que iam do amoroso ao sujo. Guardou a garrafa na bolsa, colocou-a no chão, e olhou em volta, desolada. Não havia nenhum sinal de um garoto alto, magro e de cabelos pretos e compridos. As pessoas iam e vinham, enquanto ela permanecia ali, imóvel. Finalmente consultou o relógio e seus lábios se contraíram numa expressão de decepção. Deu de ombros e ergueu as sobrancelhas. Sentou-se no banco para procurar o número de telefone que eu havia lhe dado. Recebeu a mensagem de que o número chamado não existia. Era falso. Cansada e vencida, deixou-se cair no banco, fatalmente a meu lado. Os olhos distantes, marejados. Eu quis dizer-lhe a verdade, mas alguma coisa mais forte me silenciava, alguma coisa que parecia ter arrancado minhas cordas vocais, me impedindo de dizer qualquer coisa. Qualquer coisa. Ainda que fosse uma outra mentira. Levantou-se, foi até o guichê e pude ouvi-la dizer “A que horas sai o próximo ônibus para São Paulo?”. Apanhou a carteira, pagou pela passagem e sentou-se em outro banco. Partiria dentro de algumas horas. De repente, vi que ela me olhava com profunda insistência, seu olhar acusativo e esperançoso desafiava minha audácia. Não sei como ela pôde ter desconfiado, e foi aí que percebi que não foram necessariamente meus olhos que me denunciaram, mas minhas pernas, que tremiam incessantemente, sem que eu me desse conta. Caminhou em minha direção. Eu me sentia desaparecer no banco:&lt;br /&gt;- Moça, por favor, qual é o seu nome?&lt;br /&gt;Meu coração gritava “Júlia”, mas minha boca estava preparada para outra mentira:&lt;br /&gt;- Débora.&lt;br /&gt;Ela não acreditou:&lt;br /&gt;- Débora? Tem certeza de que não é você o Júlio?&lt;br /&gt;- Desculpe, moça. Mas não sei do que você está falando... – embora meu cinismo fosse uma de minhas características mais peculiares, fui covarde o suficiente para não olhá-la nos olhos. Por alguns instantes ficou parada diante de mim, incrédula. A boca aberta e a cabeça visivelmente confusa. Em seguida voltou ao outro banco e chorou. Não sei dizer se chorou por não ter me encontrado ou se aquilo era o resultado decepcionante de me conhecer. Acho que nunca saberei... A verdade é que eu voltei para a janela do meu quarto e lá fiquei até às 17h45, horário de saída do ônibus para São Paulo. Mesmo longe pude vê-la arrastar-se para dentro do ônibus. Parecia outra pessoa, alguém que perdeu a vida, mas conservara as funções do corpo, e cheguei a ficar realmente preocupada, pensando se ela conseguiria chegar em casa sozinha. O ônibus partiu e ela foi embora. Eu sabia que era para sempre. Não se deu o trabalho de me escrever para tirar satisfações. E também eu não escrevi para pedir desculpas. O tempo passou e deve tê-la curado de um amor tão proibido. Mas parece que algumas pessoas são imunes ao tempo, afinal, até hoje me pergunto se seria possível que em algum lugar de seu íntimo, de seu instinto, em seu amor imenso e acolhedor, ela poderia amar uma mulher. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-2886468034699176829?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/2886468034699176829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=2886468034699176829' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2886468034699176829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2886468034699176829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/07/julia.html' title='Júlia'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SlK59YYScUI/AAAAAAAAACg/73EYeVzdkPY/s72-c/love_by_laurapora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-490359442822323578</id><published>2009-04-25T16:09:00.003-03:00</published><updated>2009-04-25T23:13:19.262-03:00</updated><title type='text'>Os últimos dias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SfPDLMktjPI/AAAAAAAAACY/MztA5kYl6kA/s1600-h/090210tvh_charliebrown1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328817381230611698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SfPDLMktjPI/AAAAAAAAACY/MztA5kYl6kA/s400/090210tvh_charliebrown1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de algumas coisas terem acontecido nos últimos dias (fui ao show dos Backstreet Boys, decidi ser au pair, tô mais animada com a faculdade, me apaixonei pela centésima vez), não estou afim de escrever a respeito. Alguma coisa aconteceu e podou minha vontade de escrever, minha inspiração. Eu achei que passaria quando me apaixonasse, mas já me apaixonei e continuo sem vontade de falar a respeito. Parece que se eu falar, essa paixão vai fugir de mim, vai assumir um rótulo, um enredo, um começo, um meio e um fim. Apesar de saber como sempre acaba, dessa vez eu queria que fosse diferente, então vou guardar só pra mim. Essa noite sonhei que ele se misturava a um outro garoto de quem gostei e eu procurava por ele nos elevadores de um enorme prédio, mas não conseguia achar. Depois sonhei que estava pedindo à Jackie para ver em seu livro de astrologia quais eram as principais características de sagitarianos. No sonho, ele tinha nascido em 1º de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o Pasta tinha razão quando disse que a linguagem prende e nivela os sentimentos, porque sentimentos são para ser sentidos, não ditos. Quando a gente tenta transformar os sentimentos em palavras, ele se dissolve em falsas ideias e a gente perde o principal: aquilo que sentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer meu intercâmbio logo. Quero sair daqui, ver a neve e as folhas de outono. A ideia de ficar um ano todo sem ver minha mãe e meus cães me assusta um pouco, mas mais cedo ou mais tarde eu teria que crescer... e isso já está acontecendo mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio quando sonho com a pessoa que gosto (embora vá dormir torcendo pra isso, já que é o mais próximo que posso ter) porque depois acordo com a sensação de ter perdido algo pra sempre e ter sido feita de boba por mim mesma. Ele certamente não pensa em mim (se é que sabe quem eu sou), mas eu gostaria de conversar com ele. Enquanto imaginava as coisas que poderíamos fazer juntos, pensei que ele poderia me ensinar a tocar violão e imaginando a cena, decidi que está na hora de parar de roer as unhas (vamos ver até quando eu vou aguentar). Queria ter tempo pra ser outra pessoa e quando encontrá-lo novamente (se é que isso vai acontecer) ser uma pessoa dígna de sua atenção. Nenhum cara fantástico como ele se interessaria por uma garota feia, gorda, de cabelo feio, espinhas, pés horrorosos, mau gosto pra roupas e que ainda rói as unhas. Não adianta partir pro lado da minha suposta intelectualidade: ele é um milhão de vezes mais inteligente que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma ideia!!! Quando eu escrevi sobre o sonho que tive com o garoto do ônibus e tal, ele tinha um olhar de alguém que parecia ter uma alma muito mais velha que a minha e é exatamente isso que eu sinto quando me lembro da única vez em que vi o garoto perfeito que, de alguma forma, reencontrei. Se eu acreditasse em deus, diria que isso poderia ter sido um sinal. Como eu não acredito, digo que é uma cínica associação entre imagens oníricas que eu mesma crio, mesmo que subconscientemente. Se tem uma coisa que tem deixado meu olhar distante e me feito sorrir contra a vontade nos últimos dias é a lembrança do jeito que ele me olhou quando percebeu que eu não conhecia Goethe. Era um olhar de alguém que estava dizendo "eu sei que você está mentindo, mas isso não importa". Acho que eu não acredito em deus porque toda vez que me apaixono por alguém santifico essa pessoa, como se ela passasse a ser meu deus particular. Eu sempre acho que ela sabe de muitas coisas que não sei, que apareceu na minha vida por algum motivo, que vê algo em mim que eu mesma não vejo, mas, na verdade, ela é sempre uma pessoa comum, normal, muitas vezes legal demais (e por isso fala comigo) e tudo que eu crio em torno dela são práticas unilateralmente sonhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway...pra quem não queria falar a respeito, já falei demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-490359442822323578?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/490359442822323578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=490359442822323578' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/490359442822323578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/490359442822323578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/04/os-ultimos-dias.html' title='Os últimos dias'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SfPDLMktjPI/AAAAAAAAACY/MztA5kYl6kA/s72-c/090210tvh_charliebrown1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-734961933201474006</id><published>2009-01-25T18:02:00.005-02:00</published><updated>2009-01-25T18:27:40.056-02:00</updated><title type='text'>Eu quero me apaixonar por você</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SXzGgTnFBAI/AAAAAAAAACA/MvV06-w8aMg/s1600-h/ABC_do_Amor_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295325520203154434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SXzGgTnFBAI/AAAAAAAAACA/MvV06-w8aMg/s400/ABC_do_Amor_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Então, por onde a gente começa?)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No ano passado li um conto em que o autor dizia que contaria uma história, mas não tinha como precisar até que ponto ela era verdadeira, pois &lt;em&gt;"uma vez guardadas na memória, as histórias são contaminadas por outras lembranças e por sonhos".&lt;/em&gt; A "história" que vou contar é, na verdade, o relato de um sonho que tive numa dessas noites passadas. No entanto, assim como o autor, eu não sei precisar o que realmente sonhei e o que eu apenas gostaria de ter sonhado, pois sonhar é uma forma de viver alguma coisa, principalmente os sonhos noturnos, que são mais vívidos e involutários. Mas acho que não importa, afinal, sonhos são confusos e relatá-los do jeito que realmente ocorreram poderia torná-los malucos e ninguém entenderia por que este sonho, em particular, foi tão especial para mim. Por isso, algumas coisas ditas aqui são vontades e desejos antigos, que preencherão as lacunas que os sonhos noturnos costumam deixar. Mas não tem problema, pois essas lacunas também serão preenchidas com sonhos, mas com os que são sonhados durante o dia, quando encosto a cabeça na janela do trem e vejo a paisagem ir embora; quando me sento no corredor da faculdade e vejo a vida dos outros acontecer; quando espero alguma coisa maravilhosa acontecer no ponto de ônibus; quando abro a cortina da minha janela e fico parada, olhando as casas e o mundo lá fora; ou quando apenas ignoro a vida que me rodeia para viver aquela que eu realmente gostaria de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu estava sentada no banco dos fundos de um ônibus, por volta das 18h de um dia de horário de verão. Ao meu lado, dois garotos conversavam sobre coisas interessantes e engraçadas. Um deles era fotógrafo. Eu não conseguia não prestar atenção na conversa deles. Estavam empolgados e o fotógrafo defendia suas idéias com argumentos corajosos e vorazes, ele &lt;strong&gt;tinha&lt;/strong&gt; que ganhar aquela discussão. E então ele disse alguma coisa muito engraçada e de repente minhas mãos tentavam abafar uma risada intrometida. O fotógrafo então virou-se para mim e disse:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Pode rir, Andréa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A vontade de rir passou e eu fiquei olhando para aquele rosto tão estranhamente familiar. Passávamos pela rua do cemitério, num bairro próximo ao que eu passei 12 anos da minha vida. A rua agora parecia infinita e tudo que eu via era o cemitério sendo engolido por um céu borrado de manchas cor-de-rosa e alaranjadas, que transformavam uma paisagem normalmente mórbida e sombria em alguma coisa próxima de uma pintura impressionista. Os olhos daquele garoto pareciam me dizer coisas que eu, inutilmente, tentava entender, pois ele sabia de coisas que eu sequer ousaria sonhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Como você sabe meu nome?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Você não se lembra de mim?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Nos conhecemos numa festa quando tínhamos uns12 anos de idade. Prometemos que um dia ficaríamos juntos. Acho que estávamos esperando o momento certo para viver aquele sentimento que tinha nascido tão precocemente, numa hora tão errada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Então eu compreendi porque tive a sensação de que os olhos deles me diziam outras coisas. Embora ele devesse ter a minha idade, sua alma era muito mais velha que a minha.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Desculpe...mas eu não conheço você. Nem sei seu nome.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Então ele ficou em silêncio, começou a encarar o vazio do corredor e disse, sem me olhar:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- É...foi uma bobagem minha pensar que você ainda se lembraria disso após tantos anos...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Me lembrar do que?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ele me olhou mais uma vez com aqueles olhos delatores, que gritavam algum segredo que sua boca não podia pronunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, como acontece nos sonhos, eu já não estava mais no ônibus, estava na frente de um bar ou padaria, ainda na mesma rua do cemitério. O fotógrafo e seu amigo estavam sentados no degrau da escada e eu o ouvi dizer que tinha mentido pra mim. Aproximei-me dele, que levantou a cabeça e ficou esperando que eu dissesse alguma coisa:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Sabe qual é o problema de vocês, fotógrafos? – perguntei sem realmente esperar uma resposta. – Vocês vêem o mundo apenas por suas perspectivas, ignorando as dos outros. Por exemplo, essa geladeira de coca-cola atrás de você. Se você fosse fotografá-la, ressaltaria pontos diferentes dela, coisas que eu nunca notaria, coisas que apenas você seria capaz de ver, de acordo com sua concepção de mundo. Talvez ela nem fosse mais uma geladeira, talvez o seu olhar sobre ela a transformasse numa outra coisa, a desligasse totalmente da idéia de uma geladeira com coca-cola. Seria, um pouco, como brincar de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Seu amigo assentia com a cabeça, mas não me olhava.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Desculpe...eu não devia ter "mentido" pra você...mas eu não sabia como te dizer de outra forma. Eu nunca sei agir da forma “convencionalmente correta”...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Não...tudo bem....Eu não fiquei chateada. Na verdade, entendo você. Eu também vejo o mundo apenas pela minha perspectiva. A única diferença entre nós é que você fotografa e eu escrevo. Se eu fosse escrever sobre essa geladeira, talvez ela se tornasse outra coisa também, talvez eu também fosse capaz de fazer com que ela se transformasse em algo novo, completamente diferente do que era antes. Tudo dependeria do que ela significasse pra mim. Somos sonhadores. Você e eu. Fadados à incompreensão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ele levantou a cabeça e sorriu. Era um sorriso de cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Onde eu posso te encontrar? - os olhos dele tinham uma esperança comedida, como alguém que soubesse que estava novamente no lugar certo, mas na hora errada, e se resignava com a idéia de ter que esperar mais algum tempo até que essa "hora certa" (se é que existe tal coisa) finalmente chegasse.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Lá na Letras, na USP. Mas não agora, estou de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E acordei. Acordei encantada com isso. Pensando em onde encontrar esse tal garoto. Embora eu continue sem saber como é que ele sabia meu nome, eu sinto que minha missão só será cumprida se eu conseguir encontrá-lo. Aliás, mais do que encontrá-lo, eu preciso reconhecê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-734961933201474006?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/734961933201474006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=734961933201474006' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/734961933201474006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/734961933201474006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2009/01/eu-quero-me-apaixonar-por-voc.html' title='Eu quero me apaixonar por você'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SXzGgTnFBAI/AAAAAAAAACA/MvV06-w8aMg/s72-c/ABC_do_Amor_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-6241908805516059906</id><published>2008-11-19T00:38:00.001-02:00</published><updated>2008-11-19T00:41:16.215-02:00</updated><title type='text'>Um conto mal contado</title><content type='html'>Quando a vi pela primeira vez, no canto da sala de aula, não soube dizer se era um menino ou uma menina. Seu cabelo castanho era curto, com uma franja já comprida, que ela tentava manter atrás da orelha. O formato de seu maxilar deixava seu rosto quadrado e embora ela já tivesse 13 anos, não havia nada ali que indicasse uma menina: enquanto as outras se enchiam de maquiagem e modelavam o uniforme de acordo com as novas curvas de seus corpos adolescentes, ela parecia um cabide onde seu uniforme ficava pendurado e sequer tinha furos nas orelhas. Era um fantasma naquela escola. Ninguém lhe dirigia a palavra, a menos que fosse para insultá-la. Nesse ponto, éramos parecidas. Eu também não era nada popular.&lt;br /&gt;Nos falamos pela primeira vez numa aula de Educação Física, quando o resto da turma resolveu nos excluir do time de vôlei. Ela estava sentada na arquibancada, com a cabeça apoiada nos joelhos, completamente alheia às meninas na quadra, com o olhar distante. Eu estava sentada na outra ponta, prestando atenção no jogo e torcendo para que alguém enjoasse e me desse uma chance de jogar, mas ninguém enjoava. Na verdade, o que uma delas fez foi jogar a bola em mim “Acorda, baleia!”. Todas pararam o jogo para rirem tão alto a ponto de fazerem com que os meninos, que jogavam na quadra ao lado, percebessem o que tinha acontecido e também começassem a rir.  Senti tanta vergonha que saí de onde estava e fui para o canto da arquibancada, longe do alcance de outra bolada. Sentei-me duas fileiras abaixo dela, com uma vontade incontrolável de chorar, mas sabia que não podia fazer isso, ou seria motivo de piada por mais um mês. Se elas percebessem minha vulnerabilidade, eu nunca mais seria deixada em paz. Ouvi alguém dizer “Não vale a pena”. Olhei para o lado e não vi ninguém, então olhei pra trás, a única pessoa ali era ela, que continuava virada olhando para o outro lado. Se realmente ela tivesse falado comigo, deveria ao menos ter olhado na minha direção. Mas não olhou. Fiquei encarando-a por alguns minutos, observando suas mãos pequenas, cruzadas, seu tênis sujo, a barra da calça dobrada três vezes, pois o uniforme era enorme. Fiquei pensando que meu uniforme era apertado, mas não pelo mesmo motivo das outras meninas, mas sim porque eu era gorda, e não existia nada pior naquela escola do que ser gorda. Como ela não disse nada, perguntei “Você falou comigo?” e ela apenas fez que sim com a cabeça. Por um breve momento, senti uma solidão profunda. A única coisa que eu queria era ter uma amiga. Então, num gesto de desespero, levantei-me timidamente e, com a cabeça baixa, sentei-me ao seu lado. Ela virou-se para o meu lado e eu pude perceber um sorriso num rosto quase todo coberto por uma franja. Ela jogou o cabelo para trás e eu pude ver q ela tinha olhos amendoados, um nariz fino e dentes grandes, mas não era dentuça, eram dentes bonitos. Eu desviei meu olhar, tive medo de que ela visse que eu estava prestes a chorar. Tentei esquecer as idiotas da quadra e voltei a olhá-la:&lt;br /&gt;- Qual é o seu nome? – perguntei&lt;br /&gt;- Fernanda – o Fernanda saiu meio “Ferrrnanda”, e pude perceber que ela não era dali.&lt;br /&gt;- Ah...o meu é Joana.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Como? Eu nunca te falei...&lt;br /&gt;- Ah...estudamos na mesma sala...&lt;br /&gt;- Mas eu não sabia o seu.&lt;br /&gt;- Eu sou observadora.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio e ela voltou a olhar para o outro lado. Eu já estava me preparando para levantar e ir embora quando ela disse:&lt;br /&gt;- Tá vendo aquela árvore ali, perto do portão?&lt;br /&gt;Ela voltou a olhar para o outro lado e eu respondi, já impaciente;&lt;br /&gt;- Sim, o que tem?&lt;br /&gt;- Ali tem um casal de canários namorando. Faz dias que estão ali.&lt;br /&gt;- Como você sabe que é um casal? – eu não entendia nada sobre pássaros, não saberia fazer uma pergunta inteligente. Ela virou-se para mim e deu um sorriso de canto de boca que por um momento achei arrogante, mas ela tinha um olhar tão doce que era capaz de desfazer toda sua indiferença;&lt;br /&gt;- O macho canta. A fêmea só faz uns barulhinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em perguntar como é que ela sabia tanto de pássaros, mas tive medo de ser uma pergunta idiota, de ela me responder dizendo que é um conceito básico de biologia, então não disse nada. Ficamos em silêncio, observando o casal de passarinhos na árvore até dar o sinal. Voltamos para a sala: cada uma em seu lugar, cada uma isolada em seu mundo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, cheguei na sala de aula e estava tirando minhas coisas da mochila quando olhei para trás e vi que ela estava me olhando. Sorri, acenando um oi, que ela respondeu com um sorriso sem graça. No outro dia, ela estava sentada na carteira ao lado da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de Geografia deu um questionário para ser respondido em dupla. Eu já estava acostumada a fazer minhas coisas sozinhas e comecei a copiar as perguntas, quando percebi que ela estava arrastando sua carteira para perto da minha. Fiquei feliz por ter alguém com quem compartilhar o terror que era a sétima série e aos poucos  a Fer e eu fomos nos tornando inseparáveis, estávamos nos tornando amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passávamos o intervalo juntas e as aulas de Educação Física deixaram de ser um tédio. Logo eu já não dava a mínima para o time de vôlei, Fernanda e eu ficávamos lendo contos durante a aula, em voz alta. Eu lia gaguejando; ela parecia atriz. Às vezes preferia que ela lesse tudo, era tão bom ouvi-la falar, dar vida às personagens. Eu ficava imaginando todas aquelas cidades e pessoas daqueles livros (todos dela, por sinal, eu não tinha nenhum). De vez em quando, as idiotas do time de vôlei chamavam a gente de esquisitas ou de outros nomes piores, mas não importava. De onde estávamos, elas eram insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde depois da aula, ela foi pra minha casa e ficamos no meu quarto, comendo brigadeiro de colher e fazendo testes de revistas para adolescentes. Um deles era “Você beija bem?”. Para descobrir, bastava passar batom na boca, beijar uma folha de papel e depois ver em qual dos beijos desenhados na revista o seu se encaixava. Peguei um batom da minha mãe e dei pra Fernanda. O batom vermelho fez com que a boca dela se destacasse em seu rosto branco, fazendo-a parecer uma pintura. Passei  o batom com todo cuidado, mas mesmo assim acabei borrando a boca. Reclamei que meus lábios não tinham contorno, ela riu da minha cara emburrada com a boca borrada, aproximou-se e passou o dedo pelos meus lábios, para tirar o excesso de batom. Senti uma coisa estranha, ninguém antes tinha chegado tão perto do meu rosto, muito menos tocado meus lábios, e não sei se por causa da região do rosto, mas tive uma sensação desconhecida, parecida com cócegas, mas não era incômoda. Era boa. Ela terminou de corrigir o batom borrado e sentou-se de novo na cama com as pernas em formato de borboleta (coisa que minhas pernas de tronco de árvore nunca me permitiram fazer) e ficamos nos olhando em silêncio. Tinha alguma coisa estranha no olhar dela, algo que eu não sabia distinguir. Então ela piscou como alguém que voltasse de um transe, pegou a folha de papel e estendeu-a para mim:&lt;br /&gt;- Você primeiro.&lt;br /&gt;Peguei a folha de papel e antes de finalmente encostar meus lábios, dei uma última olhada pra ela, que me olhava ansiosa. A marca circular e vermelha fixou-se no rodapé da folha branca. Não parecia um beijo, parecia um pequeno círculo feito de batom. Prova irrefutável de que eu nunca havia beijado na vida. Dei a folha para ela que deixou sua marca na parte oposta. A dela era diferente. Segundo a revista, ela sabia exatamente como beijar e eu, “dava bitoquinhas do tipo que se dá em irmã”. Mas em momento algum ela riu ou zombou de mim. Ela sequer me perguntou se eu já tinha beijado alguém. Disse apenas que aquelas revistas eram bobas, que nós estávamos muito acima daquilo, e passou o braço nos lábios, manchando o rosto branco de batom, fazendo-me rir quando eu pensei que fosse chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, quando ela já tinha ido embora, não sei bem por qual motivo, dobrei a folha ao meio, encostando uma marca de batom na outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-6241908805516059906?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/6241908805516059906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=6241908805516059906' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6241908805516059906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6241908805516059906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/11/um-conto-mal-contado.html' title='Um conto mal contado'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-8488520325280731655</id><published>2008-11-09T00:20:00.001-02:00</published><updated>2008-11-09T00:24:08.887-02:00</updated><title type='text'>Posts de Déia pra Jacque - Resposta:</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Jacque, sei exatamente como vc se sente. No meu caso, ele chegou a ser meu namorado, era meu melhor amigo, era parte irremovível da minha vida. Eu sempre tentei fugir, me apaixonar por outras pessoas, não podia aceitar o fato de que o amor da minha vida tinha que aparecer tão cedo, me impedindo de conhecer outras pessoas, não conseguia aceitar que eu poderia amar o menino franzino e de cabelo cortado em forma de cuia que uma vez me assustou com uma máscara de halloween quando eu voltava da padaria. Naquele momento, quando ele tirou aquela máscara de monstro, vi um menino tímido, assustado, arrependido por ter me assustado. Assim que percebi sua fragilidade, dei-lhe um tapa na cabeça e comecei a xingá-lo de todos os nomes que conhecia enquanto sua tia vinha me socorrer com um copo de água com açúcar. Apesar dos tapas e xingamentos, vi que nos olhos dele alguma coisa estranha brilhava, alguma coisa que eu não sabia dizer o quê, algo que eu só entederia mais tarde. E entendi,numa tarde de janeiro há dois anos, só que em vez de entender mais tarde, acabei entendendo tarde demais… Eu achava que éramos de fato destinados um ao outro, mas na hora errada. Eu achava que poderíamos acreditar numa promessa: se nosso amor fosse verdadeiro, voltaríamos um para o outro, não importaria quantos anos se passassem. Durante muitos anos ele acreditou nisso. Durante muitos anos, eu esqueci da promessa. Quando eu comecei a namorar, ele até tentou voltar. E eu teria voltado, se não descobrisse que já éramos dois estranhos. Com o passar do tempo, ele foi se acostumando à idéia de uma vida sem mim. O tempo também cuidou pra que outras pessoas percebessem o quanto ele era especial, e um belo dia ele resolveu dar uma chance à própria vida. Não sei se por orgulho ou por maldade (ou os dois) ele quis que eu conhecesse sua namorada. E foi ali, 11 anos mais tarde, que eu fui capaz de compreender o brilho daquele olhar que ele, tão sabia e precocemente, soube direcionar a mim ainda na infância.Hoje eu tento suprir minha vida com pequenos sentimentos frágeis, resquícios do que foi um dia a minha capacidade de amar. Mas, de um jeito ou de outro, tenho me reerguido aos poucos e, embora sem esperanças, me permitido sentir um certo frio na barriga quando uma certa mão quente esbarra na minha. De uma certa forma, tenho tentado ignorar o fato de ter perdido a única oportunidade de amor que tive na vida. Tento esquecer que ele vai se casar, que ela é mais bonita que eu. E assim, com um passo de cada vez, eu tenho tentado me aproximar dessa terra desconhecida que chamam de amor. Muitas vezes tenho sangrado muito tentando passar pelo arame farpado que a cerca, mas quem sabe se alcançarmos o outro lado, alguma coisa muito boa esteja nos esperando? Alguma coisa tão grandiosa e fantástica que chegue até a ser capaz de nos fazer começar a viver.&lt;/em&gt; "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-8488520325280731655?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/8488520325280731655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=8488520325280731655' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8488520325280731655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8488520325280731655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/11/posts-de-dia-pra-jacque-resposta.html' title='Posts de Déia pra Jacque - Resposta:'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-8424512175646978635</id><published>2008-11-02T11:26:00.003-02:00</published><updated>2008-11-02T12:18:06.578-02:00</updated><title type='text'>"Querido Diário"</title><content type='html'>(Porque uma vez eu fui uma adolescente feliz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses minha mãe foi à casa da minha avó e ao procurar um pedaço de papel na prateleira pra anotar um recado, encontrou o diário da minha prima. Ela tem 11 anos. O diário era um caderno velho com capa de papelão, na qual ela colou alguns adesivos, fez uns desenhos de florzinhas e corações e escreveu "Meu Diário". Quando cheguei em casa, minha mãe me contou o que tinha acontecido. Senti mta pena dela, pensando "um diário custa tão baratinho..." que comprei um pra ela e pras irmãs. Um dos diários veio com o cadeado mto ruim, então fui procurar algum cadeado nas minhas coisas e acabei encontrando meu diário de 2001. Vou escrever aqui alguns dias dos meus 15 anos (e vou escrever com os mesmos erros de portugues daquela época):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Osasco, 05 de junho de 2001&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou escrevendo para contar que me candidatei á fazer parte do grêmio, aliás, eu, a Joana, a Samirian, o Luciano, o Robson, a Márcia... um monte de gente. Eu não sei quanto á eles, mas eu estou disposta á fazer qualquer coisa para mudar a nossa escola. No fim de semana eu fiquei conversando com o Everton e ele é um amor e muito lindo. Bem que se ele quisesse ficar comigo, eu não pensaria duas vezes &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;(hauahaua quem diria que meses mais tarde ele seria meu namorado mais marcante).&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ontem (segunda -feira) eu fui para a escola. Quando o Luciano chegou, eu disse "oi metido" e ele disse "oi" de um jeito que parecia surpreso. Como eu estava com uma blusa preta (que eu ganhei de presente da Marina) ele disse "Você fica bem de preto", depois ficou agradecendo-me por causa de uma caneta que o dei&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(ãhn???) &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;na semana passada. Depois do intervalo, teve aula de inglês, ela deu um texto super fácil (pelo menos pra mim) para traduzir. Consequência disso: todo mundo se aglomerou ao redor da minha carteira para que pudesse ensiná-los, o Rodrigo ficava toda hora me perguntando "o que significa isso", "o que significa aquilo", e o Luciano disse várias vezes que eu sou inteligente&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(eu era mesmo muito idiota). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Osasco, 22 de junho de 2001&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oi, estou escrevendo para por as fofocas em dia &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;(afff)&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;. Parece que o grêmio já era. Ah, nunca vi povinho tão preguiçoso igual a esse do 1ºD, ou seja, o povinho da minha sala (...).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fico só imaginando como eu serei daqui uns 5 anos, se serei bonita &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;(não&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;), se estarei casada&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(que absurdo!!!),&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;ou na faculdade&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(graças a Deus, sim),&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;quem será meu amor...(&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;boa pergunta&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;), coisas assim. Bom, qem será meu amor, não é uma pergunta difícil de responder, pois eu sei muito bem que o Leonardo é o amor da minha vida&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(quem sabe se eu ainda me lembrasse da cara dele...&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;). Ah, por falar nele, me disseram que ele está namorando. Eu não sei quem é a garota, mas confesso que fiquei muito triste com isso (...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na noite passada, eu tive um sonho estranho, sonhei que a Bruna (irmã do Leonardo) estava me contando que ele me malhava mais do que eu a ele. Aí eu perguntei á ela o que significava "malhar" aí ela me disse que era olhar, dar atenção, gostar mais, enfim. Aí eu disse a ela que não acreditava, então ela me disse que era porque eu não conhecia ele em casa, que se eu perguntasse a qualquer um dos amigos dele eles me diriam que ele gosta de mim e só fala em mim o tempo todo&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; (eu costumava ter esperança).&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Sonho estranho não? E eu sonhei com umas coisas (não me lembro quê) que no livro dos sonhos, uma significava descoberta de um novo importante segredo amoroso, outra descoberta de um importante segredo e outra que eu teria uma surpresa que tanto poderia ser boa quanto má. Na última vez que sonhei com isso, no dia seguinte fiquei sabendo que ele tinha namorada. O que será dessa vez?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nossa, o Rodrigo está tão legal, fica copiando minha lição, mexendo no meu cabelo e me deu até um chiclete! Dá pra acreditar?&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; (eu sempre me contentei com pouco).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bom depois eu escrevo, é que eu tenho que fazer janta. Bye bye.&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(realmente, era MUITO idiota).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu era realmente muito boba, mas muito do que está aí formou minha personalidade hj (princpalmente a parte boba dela): meu gosto por psicanálise, astrologia, essa minha mania de chamar todo mundo de "amor da minha vida", meu gosto por Inglês, minha tendência a me contentar com muito pouco...estava tudo aí, dentro dos meus 15 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-8424512175646978635?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/8424512175646978635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=8424512175646978635' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8424512175646978635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8424512175646978635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/11/querido-dirio.html' title='&quot;Querido Diário&quot;'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-2106022942609112574</id><published>2008-10-17T00:43:00.005-03:00</published><updated>2008-10-17T22:40:49.841-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Igor: príncipe da paz</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;À "Jék Leen"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, minha escrita hoje é impulsionada por uma amiga: uma conversa com a Jacque (através do nosso abençoado Miranda) fez eu me lembrar de um momento muito bonito da minha vida (que eu havia guardado em algum lugar muito profundo e esquecido dentro de mim), ao dizer que “Igor” significa “Príncipe da Paz”, em russo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fazia cursinho no Objetivo e simplesmente detestava aquele lugar: odiava aquele povo besta, baba-ovo de professor; odiava aquelas patricinhas burras; odiava aquela cantina absurdamente cara e, mais ainda, o ônibus para a minha casa, que era sempre o último a chegar. Apenas uma coisa naquele cursinho me fazia feliz: o Igor. Eu sempre o achei extremamente carismático, inteligente, sério, dono do sorriso mais doce e dos olhos cor de mel mais brilhantes que eu já vi, mas apaixonei-me de verdade quando o vi chegar com uma camiseta onde lia-se a seguinte mensagem "Amigo não se compra: adote um animal de rua". Naquele dia, ele se tornou a pessoa mais admirável do mundo (ou pelo menos do meu mundo...). Ele não falava comigo (claro, eu era anonimamente deixada de lado no meio daquele monte de corpos esculturais com marcas de biquíni e cabelos com mechas loiras), mas eu adorava quando ele se sentava à minha frente, pois podia ficar observando os movimentos de sua mão quando escrevia, o jeito delicado e ao mesmo tempo inexperiente com que ele arrumava os óculos, a atenção que ele dava para os outros, os olhinhos cor de mel que iam ficando mais escuros e profundos conforme ele ficava com muito sono e, principalmente, o sorriso que iluminava, não só seu rosto, mas o mundo inteiro. Eu mesma não podia evitar um sorriso ao vê-lo sorrir. Meu presente na vida era observá-lo, isso já era uma felicidade e eu devia ser grata por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses se passaram e eu continuei a observá-lo, vendo-o tímido, sentindo-se até incomodado com as meninas que se sentavam ao seu lado e faziam de tudo para ter um pouco de sua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite, ao sair do cursinho, vi que estava chovendo. Em menos de 10 min a rua lotou-se de carros e ficou deserta novamente. Quase todo mundo havia ido embora de carona ou ligado para os pais. Sobraram apenas eu, uma menina que estava esperando o namorado (que ainda ia sair da faculdade), dois meninos e o Igor. A chuva não parecia dar trégua e a rua era um pouco inclinada, então bem em frente à entrada do cursinho havia uma concentração de água semelhante a uma cachoeira. O namorado da garota chegou e, conforme ia ficando cada vez mais tarde, os dois garotos resolveram sair correndo na chuva mesmo. Eu já tinha perdido o ônibus das 23:10, sabia que o próximo só viria às 23:30. Esperei mais alguns minutos, tinha esperança de que a chuva fosse passar, mas quando até mesmo o segurança do cursinho foi embora, tive medo de ficar ali até tarde. Então peguei minha sombrinha e fui andando para o ponto de ônibus. Enquanto andava (a calça já pesada de tão molhada que tinha ficado após passar pela "cachoeira"), ouvi um barulho de passos molhados atrás de mim. Eu sabia que era o Igor, mas senti vergonha de chamá-lo. Continuei andando. Apertei o passo e percebi que ele estava andando mais rápido. Senti pena, pois a água estava gelada e eu sabia que ele não tinha guarda-chuva, então virei-me para trás e disse:&lt;br /&gt;- Igor, quer uma carona?&lt;br /&gt;E ele sorriu. Seu cabelo já estava todo desfeito, a camisa já estava grudada no corpo e sua calça estava caindo de tão pesada. Ele estava lindo. Entramos os dois embaixo do guarda-chuva e em silêncio caminhamos até o ponto de ônibus. Ao chegarmos, ele me olhou com uma desconfiança inocente e disse:&lt;br /&gt;- Como você sabe meu nome?&lt;br /&gt;Não contive uma risada, pensando "mal sabe ele o quanto sei a seu respeito...", mas respondi apenas;&lt;br /&gt;- Ué, a gente é da mesma sala...&lt;br /&gt;- Mas eu não sei seu nome.&lt;br /&gt;- Não sou popular como você...&lt;br /&gt;- Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;- Andréa...&lt;br /&gt;- Bom, então, muito prazer, Andréa! - e me beijou o rosto - Qual curso você pretende prestar?&lt;br /&gt;- Letras...&lt;br /&gt;- Ah, legal! Eu estou na dúvida entre Letras, História e Sistemas de Informação.&lt;br /&gt;- Nossa...você deve ter inteligências múltiplas, né?rsrs&lt;br /&gt;- rsrs é nada! É que não encontrei nada que eu possa dizer "cara, eu sou mesmo muito bom nisso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva começou a engrossar e em poucos minutos estava chovendo granizo. Ele, então, entrou ainda mais debaixo do guarda-chuva. Seu corpo estava literalmente grudado ao meu, pois estávamos ensopados, mas olhávamos para o chão, constrangidos, cada um para um lado. Não sei no que ele estava pensando, provavelmente estava com medo de que eu fosse agarrá-lo ou coisa assim, mas a única coisa que me preocupava era se ele seria capaz de sentir meu coração batendo desesperadamente, como se pedisse pra ficar ali perto dele por mais um pouquinho. Às vezes eu sentia que ele estava me olhando e sentia meu rosto queimar. Parecia que havia uma bigorna pendurada no meu pescoço e eu não conseguia levantar a cabeça. Quando deixava de sentir os olhos cor de mel sobre mim, levantava timidamente a cabeça, e quando percebia que ele estava olhando, tratava de abaixá-la novamente. Se eu inclinasse minha cabeça para frente mais 3 cm, seria capaz de sentir sua respiração. Nas vezes em que eu consegui levantar os olhos, podia ver que ele sorria, e eu já nem sentia mais o frio e as pedrinhas q caíam sobre a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio ensurdecedor foi interrompido por um barulho de ônibus dobrando a esquina: era o meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca quis tanto que aquele ônibus tivesse se atrasado. Ofereci minha sombrinha a ele, pois a chuva de granizo ainda não tinha parado, mas logo atrás chegou um ônibus que o deixaria perto de casa. Não tive coragem de beijá-lo no rosto ao me despedir, disse apenas um "tchau" muito tímido e entrei no ônibus sem olhar para trás. Quando alcancei a catraca, ele já não estava mais lá. Tudo deve ter durado 15 min, mas me senti mais viva do que se tivesse vivido 15 anos. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-2106022942609112574?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/2106022942609112574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=2106022942609112574' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2106022942609112574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2106022942609112574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/10/igor-prncipe-da-paz.html' title='Igor: príncipe da paz'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-2141061446509350967</id><published>2008-09-27T00:10:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T00:16:30.378-03:00</updated><title type='text'>Epifania</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SN2lEr6qIWI/AAAAAAAAABE/wr0pj4jCLaQ/s1600-h/Paris_Je_t%27aime_Quartier_des_Enfants_Rouges.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250534240510681442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SN2lEr6qIWI/AAAAAAAAABE/wr0pj4jCLaQ/s400/Paris_Je_t%27aime_Quartier_des_Enfants_Rouges.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num dia desses da semana passada, a Cecília entrou na aula de Latim com uma cara mto triste. Depois de algum tempo, me escreveu um bilhete dizendo que uma amiga tinha terminado um namoro de três anos. Eu li o bilhete e, sem hesitar, escrevi na linha de baixo:&lt;br /&gt;- Ué, o que tem? É a coisa mais normal do mundo...&lt;br /&gt;- Déia, eu não te entendo! Como uma pessoa tão romantica como vc, que chora vendo vídeo clipes de amores que duram para sempre, pode ser tão fria às vezes?&lt;br /&gt;- Não estou sendo fria, Ceci, só acho que o fato de ter acabado não significa que não foi amor. As coisas são assim mesmo, têm começo, meio e fim. E às vezes é melhor. Não consigo imaginar três anos da minha vida com a mesma pessoa.&lt;br /&gt;- Déia, sabe qual é o seu problema?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Vc acha que o amor só é bom enquanto for platônico, enquanto você não puder ficar com a pessoa. Parece que vc vê relacionamento amoroso como uma coisa suja, que despurifica o amor.&lt;br /&gt;- Sim. É exatamente isso. Parece que o fato de ter a pessoa torna o amor desimportante, trivial e rotineiro. Eu não teria saco, por exemplo, pra ir ao shopping todo final de semana com a mesma pessoa, ou ter que ficar recebendo ligações o dia inteiro, ou me justificar a cada 10 minutos de atraso, ou negar a naturalidade do amor que nasce por outras pessoas. Não gosto disso. Sou fiel a mim, aos meus sentimentos. A pior traição é aquela que aplicamos a nós mesmas. Pq ficar com uma pessoa, negando um sentimento que se tem por outra? Namoros nos levam ao comodismo, e eu odeio isso. Não tenho mais saco pra essa coisa de namoro, de corresponder a expectativas, vc sabe disso...&lt;br /&gt;- Ah, mas vc não teve sorte, só namorou gente doida, deve ter ficado traumatizada.&lt;br /&gt;- Não namorei "só" gente doida, o Everton era super normal, um excelente namorado, eu não tinha do que reclamar. Mas foi exatamente o fato de ele ser tão perfeito que fez com q eu não gostasse dele. Eu gosto da incerteza, do desafio, da conquista...depois, perde a graça.&lt;br /&gt;- Vai dizer que vc gosta de ficar sozinha? Vai dizer que não sente falta de alguém te esperando no ponto de ônibus numa noite bem fria? Vai dizer que não sente falta de acordar à noite com seu celular vibrando por causa de uma mensagem dizendo "Oi, só escrevi pra desejar boa noite"? Vai dizer que não sente falta de ter alguém que goste dos seus defeitos, das suas chatices, do seu mau humor? Vai dizer que não sente falta de alguém que te conheça, que saiba quando ficar quieto, que saiba quando falar a coisa certa...Sei lá, Déia, eu acho que vc precisa de alguém como todo mundo precisa.&lt;br /&gt;- Sim, concordo com vc. Gostaria, sim, de ter alguém. Mas nunca vou encontrar alguém q me aceite do jeito q eu sou, q aceite o meu desleixo, o meu mau humor, a minha hipocrisia, a minha chatice, a minha aversão sexual, a minha desatenção e, principalmente, meus 18 cachorros e suas 18.000 pulgas rsrs.&lt;br /&gt;- Huahauahaua. As pulgas são a pior parte.&lt;br /&gt;- rsrsrs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor encerrou a aula mais cedo, estava cansado. Saímos da sala conversando sobre isso, sobre quem poderia ser o "par ideal" pra mim. Parei no corredor pra vestir uma blusa de lã, pois estava muito frio. Quando saí do prédio, meu amigo me ligou e pediu q eu o esperasse em frente ao prédio da História, pois me daria uma carona.&lt;br /&gt;Então a Ceci e eu fomos pra lá e ficamos conversando enquanto ele não chegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas Déia, pelo menos vc consegue se imaginar com algum cara? Tem vontade de ficar com algum?&lt;br /&gt;- Ah...com o Alfredo talvez...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Cecília vira os olhos, faz uma cara de nojo e diz um "afff").&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Olha, Ceci! Um cachorro! Aaaaaaaaaaaaaaaahhhh! Que lindo!!! Nossa, um cachorro tão lindo desses jogado aqui...olha o pêlo dele, Ceci. Que lindo!!!&lt;br /&gt;- É...olha o dono dele vindo aí atrás...&lt;br /&gt;- Nem vem com essa história, não estou roubando o cachorro de ninguém (isso pq uma vez eu tava levando um cachorro pra comer alguma coisa ali na Fradique e o dono dele veio atrás rsrsrs).&lt;br /&gt;- Não, Déia...é sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu virei pra trás, havia um rapaz atravessando a rua. Ele chegou perto de mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse cachorro é seu?&lt;br /&gt;- Meu? Não...achei que fosse seu..&lt;br /&gt;- Ah...eu tava lá embaixo na Farmácia e ele veio me seguindo, meu...fiquei de coração partido.&lt;br /&gt;(segundo a Cecília, nessa hora foi possível ver coraçõezinhos em cima da minha cabeça. )&lt;br /&gt;- Nossa...eu sei exatamente como vc se sente...&lt;br /&gt;- Ah, meu...tadinho...e ele é lindo! Tem um pêlo tão lindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele falou isso, me assustei, e automaticamente olhei pra Ceci, q tava me olhando com um sorriso surpreso e os olhos arregalados. Eu sabia o que ela estava dizendo. Então eu disse:&lt;br /&gt;- Ah, aqui tem vários cachorros...tem uma bem gorda lá embaixo, perto da Farmácia que é bem brava. Não sei se vc a conhece.&lt;br /&gt;- Sim! Conheço! Uma vez fui acariciá-la e ela me mordeu rsrs. Tem um lá no Bandejão q eu fotografei esses dias. Ele ficou lindo na foto!!! Gordo, com uma cara imponente rsrs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não podia fazer nada além de concordar com tudo q ele dizia, eu fui mordida pela mesma cachorra!!! Estava boquiaberta, e pensei "talvez ele aceite as pulgas". Mas como Murphy está sempre ao meu lado, meu amigo logo chegou... ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter tido mais tempo pra falar com ele, queria ter dito que sou vegetariana, protetora dos animais, q tenho 18 cachorros, q sonho em comprar um sítio pra cuidar de todos os animais abandonados q encontrar, mas não consegui falar nada. Só conseguia encará-lo e me sentir maravilhada, como se finalmente tivesse encontrado algo de meu no mundo. Mas meu amigo buzinou, irritado, e eu tive que ir. Dei um beijo na Cecília, que estava tão surpresa quanto eu e que me olhava com o olhar mais amigável do mundo, como se ela fosse minha mãe e estivesse dizendo "eu te avisei...". Não beijei o rapaz, que por sinal, não parava de falar. Acho que ele queria ficar ali conversando. Talvez tanto quanto eu. Não perguntei seu nome, nem sei qual curso ele faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no carro, cumprimentei o Kléber e disse:&lt;br /&gt;- Já teve a sensação de que o amor está tentando entrar na sua vida?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-2141061446509350967?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/2141061446509350967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=2141061446509350967' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2141061446509350967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/2141061446509350967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/09/epifania.html' title='Epifania'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SN2lEr6qIWI/AAAAAAAAABE/wr0pj4jCLaQ/s72-c/Paris_Je_t%27aime_Quartier_des_Enfants_Rouges.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-1580014837728643614</id><published>2008-08-23T17:37:00.005-03:00</published><updated>2008-08-23T17:57:15.208-03:00</updated><title type='text'>Bárbara o quê???</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SLB47_m7sSI/AAAAAAAAAAc/z5aaq903mIM/s1600-h/barbara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237819338714231074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SLB47_m7sSI/AAAAAAAAAAc/z5aaq903mIM/s320/barbara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Esse negócio de ir pra faculdade todos os dias da semana tem contribuido de forma determinante no avanço do meu processo de retardamento mental.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, durante a aula de Literatura Portuguesa, não conseguia parar de rir!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E isso é muito incômodo quando se está sentado na fileira da frente, bem na cara da professora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto ela falava, tinha mania de ficar passando a mão na boca, e eu imediatamente lembrei do vídeo da Heloísa Helena perdendo um dente durante um debate. Ela estava lá falando, escandalosamente (como sempre) quando, de repente, surge algo voando de sua boca. Algo nada mais nada menos que seu dente! E mesmo sem o dente ela continuou falando, como se nada tivesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei pq fiquei imaginando que o dente da professora também ia sair voando, e comecei a rir feito uma mongol.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando consegui esquecer a Heloísa, a prof disse que precisávamos ler um texto de uma tal de Bárbara que escreveu sobre o método laechmanniano. Eu olhei pro Flávio:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Bárbara o quê???&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei lá, Bárbara com leishmaniose.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como se isso não bastasse, me lembrei da Barbara Streisand cantando com seu nariz enorme. E depois, do episódio de South Park em que ela se transforma num daqueles monstros enormes de séries de super heróis japoneses (tipo Jaspion, ou Godzilla), cantando e destruindo tudo pela cidade, sendo vencida por Robert Smith, do The Cure. Hauahauahaua. A imagem é essa do começo do post. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se isso não for associação absurda, não sei mais o que é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-1580014837728643614?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/1580014837728643614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=1580014837728643614' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1580014837728643614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1580014837728643614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/08/brbara-o-qu.html' title='Bárbara o quê???'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SLB47_m7sSI/AAAAAAAAAAc/z5aaq903mIM/s72-c/barbara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-3986298960057084184</id><published>2008-07-20T14:01:00.000-03:00</published><updated>2008-07-20T14:27:56.966-03:00</updated><title type='text'>Memórias de infância</title><content type='html'>Ceci: Dri, vc gostava da Barbie?&lt;br /&gt;Dri: Sim, adorava. Mas só tinha uma.&lt;br /&gt;Ceci: Ah, eu tinha um monte de Barbies. Tinha até o Ken.&lt;br /&gt;Dri: Vc tinha o Ken??? Que tudo!!!&lt;br /&gt;Ceci: Bom, não era bem um Ken...na verdade, era uma Barbie do Paraguai que eu cortei os cabelos e vesti uma roupa de homem.&lt;br /&gt;(risos).&lt;br /&gt;Ceci: Vc gostava de Barbies, Déia?&lt;br /&gt;Déia: Sim. Cortava as cortinas da casa da minha avó para fazer vestidos para elas.&lt;br /&gt;(risos).&lt;br /&gt;Déia: Na verdade, eu costumava desmontar minhas Barbies e enterrá-las no quintal.&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;Alguém: Credo, Andréa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-3986298960057084184?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/3986298960057084184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=3986298960057084184' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/3986298960057084184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/3986298960057084184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/07/memrias-de-infncia.html' title='Memórias de infância'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-4790365613761985484</id><published>2008-07-20T13:56:00.001-03:00</published><updated>2008-07-20T13:56:30.890-03:00</updated><title type='text'>Dercy Gonçalves is dead. Boo hoo…</title><content type='html'>Sinto pena dela. Não por ter morrido, mas por ter vivido tanto anos.&lt;br /&gt;É engraçado ver do que a esperança humana é capaz: a morte é a única certeza que temos nessa vida, mas temos sempre esperança de que não teremos que encará-la.&lt;br /&gt;A morte de alguém costuma ser sempre um acontecimento triste. Mesmo aqueles “sem nome” que moram nas ruas devem ter alguém sentindo sua falta e esperando ansiosamente pelo dia em que voltarão para casa, querendo acreditar que eles estão por aí, tentando consertar a vida e voltar como uma pessoa melhor. É melhor pensar isso do que ter que encarar a triste realidade de que, provavelmente, eles foram enterrados numa cova rasa e de curta estadia.&lt;br /&gt;Parece-me que todos os esforços da humanidade têm sido direcionados à grande conquista de se viver alguns anos mais. Embora seja perfeitamente entendível que as pessoas queiram viver mais, às vezes me pergunto se viver tanto assim realmente faz as pessoas mais felizes. Às vezes eu acho que viver tantos anos faz com que nos esqueçamos de quem realmente fomos, fazendo os bons momentos de nossas vidas tão distantes que começamos a nos perguntar se realmente existiram.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo: ainda tenho 22 anos e me pergunto se é mesmo verdade que fui tão feliz quando tinha 15, 16, 17 anos. Provavelmente, quando envelhecer, vou ficar pensando que era extremamente feliz aos 22, mas não tinha consciência disso.&lt;br /&gt;Às vezes acho que morrer no auge de sua vida, de sua juventude, é a melhor forma de morrer. Vejo a vida como um gráfico: existe um ponto em que a gente apenas sobe, até alcançar a felicidade. Mas, dali para frente, é só queda. Acredito que seja muito mais interessante morrer conhecendo apenas o lado bom da vida, em vez de viver com o lado sombrio de se decepcionar com pessoas, com a condição humana, com a morte de quem amamos e, principalmente, com o vazio que a vida se torna com o passar dos anos. Uma atitude um tanto egoísta, eu sei. Afinal, se a morte dos outros é o fato mais triste na vida de alguém, devo considerar que tenho “outros” que sentirão minha falta e que terão a sensação de terem perdido alguma coisa, além daqueles que morrerão comigo. Mas, vendo a outra face do egoísmo, as pessoas ainda têm esperança e insistem em acreditar que o futuro pode ser melhor. Claro que elas não fazem muito para que realmente seja melhor, mas a esperança tem movido a humanidade desde sempre, tornando meu egoísmo desimportante. Então, acho que estamos quites.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-4790365613761985484?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/4790365613761985484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=4790365613761985484' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/4790365613761985484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/4790365613761985484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/07/dercy-gonalves-is-dead-boo-hoo.html' title='Dercy Gonçalves is dead. Boo hoo…'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-20402878675938609</id><published>2008-07-18T20:51:00.000-03:00</published><updated>2008-07-18T20:52:35.057-03:00</updated><title type='text'>Cinza</title><content type='html'>Nunca gostei dessa cor. Nunca comprei uma roupa dessa cor. Nem acessórios, nem cobertores, nem cadernos e na minha caixa de lápis de cor, o cinza permanecia ali, firme, completo, inteiro, quase nunca usado. Enquanto das outras cores restavam apenas  tocos de lápis (que eu mal conseguia segurar na hora de colorir alguma coisa), eu evitava trazer o cinza para o meu frágil mundo de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do meu esforço, a imponência do lápis cinza parecia começar a se revelar, escrevendo e colorindo a minha vida, infiltrando-se nela enquanto eu crescia. Então eu comecei a gostar dos dias nublados, dos clipes em preto e branco, das roupas com listras pretas e brancas, e das pessoas brancas enfiadas em roupas pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o cinza vaga entre o limite extremista do branco ou do preto, eu vago entre o limite do ser e o não ser:  tenho inteligência masculina e traumas femininos; sonho com a felicidade, mas cultuo a minha tristeza, como se ela me fizesse uma pessoa mais nobre; sou frágil, mas profunda demais para ser resgatada de dentro de mim; sou teimosa, ao mesmo tempo que sou insegura; sou eu, ao mesmo tempo que quero ser o outro; sou a verdade que se revela através da mentira; a tênue linha entre o amor e o ódio; entre a bondade do perdão e a justiça da vingança; a esperança das tardes de maio e as saudades das noites de verão; prego a multiplicidade do amor, mas sou fiel; uma pessoa cheia de sonhos, mas incapaz de torná-los realidade por achar que o mundo seria cruel demais com eles; reveladora dos outros, mas um segredo para mim mesma; defensora do amor, mas incapaz de realmente amar; alguém que não consegue enxergar a barreira entre o sonho e o real;  sou a sensação de morte ao sentir o choque com a vida; o medo da vida maior que o da morte; nem o homem, nem a mulher; nem o bom, nem o ruim. Apenas uma hipocrisia muito grande que vem à tona num momento de confusão. Apenas algumas palavras tolas que tentam explicar uma realidade atordoada e inconcebível. Apenas uma pessoa que se apaga gradativamente entre a queda do ser ao não ser. Tornando-se essa coisa amorfa, inexpressiva, ambígua, perdida. Apenas a cinza de alguém que poderia ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-20402878675938609?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/20402878675938609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=20402878675938609' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/20402878675938609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/20402878675938609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/07/cinza.html' title='Cinza'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-9064009807898047347</id><published>2008-07-14T22:58:00.000-03:00</published><updated>2008-07-14T23:05:41.625-03:00</updated><title type='text'>O dia mais triste da semana...</title><content type='html'>Ontem. Pensei que fosse chorar um rio. Um dia desses, senti que ia morrer, e o pior: não tive medo. Pelo contrário: tive vontade de ir, quem sabe lá eu veja as coisas de outra forma? Quem sabe lá o impossível aconteça? Quem sabe lá a vida exista? Sinto falta de sonhar com coisas boas...com as coisas da vida que me são negadas. Sinto saudade. Do quê? Não sei. De mim, talvez. De um tempo em que tudo era mais simples, fácil e bonito. Cada vez mais tenho perdido a vontade de mudar, de querer fazer alguma coisa. Agora, sinceramente, nada mais importa. Nada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, vou colar aqui uns trechos de Beijar o Céu, livro que estou lendo (e que é mto bom, por sinal):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Melancolia é  a fusão sofisticada de dois sentimentos contraditórios. É uma beleza que bate fundo, ou uma mágoa doce. Qualquer um que tenha idolatrado sua dor, tentando prolongá-la, brincando com a idéia de exacerbá-la; qualquer um que tenha sido levado a demorar-se dentro dela, mesmo quando já pudesse estar recuperado há muito tempo, preferindo a companhia de fantasmas à falta de sonhos da sociabilidade cotidiana, qualquer pessoa nessas condições entende a melancolia."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Morrissey sempre viveu a respirou melancolia, &lt;strong&gt;sempre endeusou em segredo o abismo entre si a pessoa amada, a diferença que torna possível amar, mas ilusório possuir,&lt;/strong&gt; mero engano. Assim, no final, somos todos amantes não correspondidos. E a melancolia é o motivo por que ele valoriza e mantém obsessivamente aberta antigas feridas."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Essa recusa em se tornar responsável e motivado, em conseguir um trabalho, em incorporar a brutalidade e o desencanto previstos num emprego “para juntar dinheiro”. Essa recusa em ser conivente com a falta de sonhos que é a vida adulta, chegando ao duvidoso ponto de se apegar teimosamente a um estado de insatisfação eterno."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Parece que não sou a única. Que bom. Quem sabe eu encontre alguém que etsteja procurando o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Eu realmente gostaria de saber quem é o seu "você".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-9064009807898047347?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/9064009807898047347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=9064009807898047347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9064009807898047347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9064009807898047347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/07/o-dia-mais-triste-da-semana.html' title='O dia mais triste da semana...'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-9023285548169536330</id><published>2008-05-10T18:08:00.000-03:00</published><updated>2008-05-10T18:09:38.985-03:00</updated><title type='text'>O significado de Lisol</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Ela tenta desviar o olhar para outra direção, mas parece que seus olhos são atraídos para os dele como um imã. Ela não consegue evitar o sorriso ao sentir seus olhos pretos sobre ela. Talvez nem saiba que é ele o motivo real de sua vontade de rir, mas, de repente, o chato se torna engraçado, e o poema indecifrável se torna tão claro como água de fonte. Ela tenta olhar pra outro lugar, pela janela, para os carros, árvores, vento e pessoas lá fora, tenta tirar o sorriso do rosto antes de voltar a prestar atenção na aula, tenta se concentrar em algo além de cada movimento que ele faz enquanto assiste à aula, mas parece que é só voltar o rosto pra dentro da sala pra que tudo pareça estar preenchido com a presença dele  e ela não consegue evitar olhar pra ele mais uma vez. Agora ele não está olhando pra ela, está brincando com a caneta na mão, às vezes colocando-a nos lábios entreabertos, como se desenhasse alguma coisa, despertando  sensações e sonhos desconhecidos naquela que o observa com tanta atenção. Os olhos dela parecem fotografá-lo, acho que ela quer ter algo em que pensar quando ele não estiver por perto. De onde eu estou, posso ver seu semblante iluminar-se e ver que algo novo nasce dentro dela, chegando a transbordar pelos seus olhos, pelos seus gestos, pelo seu sorriso. Eu sorrio por dentro, vendo nela alguma coisa que eu achava ter esquecido ou matado dentro de mim, ou, pelo menos, algo que não tive a coragem de fotografar por medo de nunca mais conseguir tirar de mim. Eu sei que agora ela está imaginando sua vida com ele e que seu mundo parece estar completo. Ela está apaixonada! E o melhor: não tem consciência do que é isso...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-9023285548169536330?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/9023285548169536330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=9023285548169536330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9023285548169536330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/9023285548169536330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/05/o-significado-de-lisol.html' title='O significado de Lisol'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-1824468213496290048</id><published>2008-03-11T22:36:00.000-03:00</published><updated>2008-03-11T22:44:18.522-03:00</updated><title type='text'>BLANK</title><content type='html'>I couldn’t stop thinking about you today. Everytime I closed my eyes, I saw your smiling face covered by your long hair.&lt;br /&gt;You were so young… And while I was with you, I always had the feeling that you were not really there, like you were something from another world, another lifetime, like you weren’t even human being…you were something more than an angel.&lt;br /&gt;To touch your skin gave me the sensation of power, of immortality, and also it gave me the will to live a little bit longer. While your fingers were playing with mine, I laid my head into your arm and felt your warm breath, while you were telling me stories of your childhood. Being just there, in your arms, gave the feeling of being protected. Like nothing bad could reach me there, not even death. Or even the real life…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-1824468213496290048?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/1824468213496290048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=1824468213496290048' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1824468213496290048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/1824468213496290048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2008/03/blank.html' title='BLANK'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-8679905909789279426</id><published>2007-10-06T14:04:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T14:07:02.100-03:00</updated><title type='text'>I'm sorry, but I had to say that</title><content type='html'>Depois de um tempão sem escrever, tive alguns minutos para me sentar aqui na frente e escrever o que tenho pensado nos últimos dias. Ocorreu-me que deveria fazer uma promessa. Segue abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que as coisas chegaram até aqui, acho que tenho uma decisão a fazer.&lt;br /&gt;Vou ignorar todos os meus sentimentos, anseios, vontades e esperanças, e vou fingir que não penso mais em você.&lt;br /&gt;Vou tentar te olhar com indiferença e fingir não ver o que vejo no seu olhar. Vou tentar mostrar – me imparcial e alegre, ainda que quando você for embora, eu desabe e comece a chorar.&lt;br /&gt;Eu juro que nunca mais vou falar desse amor nem do quanto poderíamos ter sido felizes. E juro que vou fazer o possível para ir ao seu casamento e parabenizá-lo pela sua felicidade e pela minha desgraça, afinal, você venceu no fim. Vou me livrar de todas as cartas, fotografias, bilhetes e filmagens de final de ano, principalmente daquela em que você bebeu demais e gritou em frente à câmera que me amava. Vou parar de ficar pensando que um dia tudo isso vai passar e tudo voltará a ser como era antes. Acho que agora eu vou conseguir ouvir uma música só por ouvir, e parar de te enxergar em todos os romances que eu ler ou filmes que assistir. Vou também conseguir ir embora para o interior, refazer a minha vida e rezar para que você não a desfaça, aparecendo um dia por lá. Vou pedir  a Deus para nunca mais te ver nem ter notícias suas e pedir que ele faça com que eu nunca mais me lembre da sua amizade nem do seu carinho, nem mesmo das nossas confidências, dos sonhos que tínhamos e planejávamos, de tudo aquilo que queríamos para nossa vida. Vou dizer a mim mesma que nossas promessas eram bobas, que éramos muito jovens e que o que sentíamos não era o amor em sua essência pura e inexperiente, entregando-se por inteiro por não conhecer ainda a dor, mas sim uma confusão sentimental típica da juventude. Não vou mais sentir saudades dos nossos passeios de bicicleta, nem de você me acordando às 08:00 da manhã porque cabulava aula para me ver quando tínhamos 11 anos de idade. Vou deixar de acreditar que o tempo poderia dar um jeito nisso tudo, vou parar de ficar imaginando o rosto dos nossos filhos e a cor do piso da cozinha da nossa casa. Vou comprar todos os livros que tiver vontade e viver do romance dos outros.&lt;br /&gt;Antes de poder ver sua casa, seus filhos, seus cabelos brancos, sua chácara no interior, sua barriga de cerveja, suas sandálias de couro, seus netos e sua inamovível aliança de ouro, juro por Deus, que vou pedir para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Is it clear enough for you now?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-8679905909789279426?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/8679905909789279426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=8679905909789279426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8679905909789279426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/8679905909789279426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2007/10/im-sorry-but-i-had-to-say-that.html' title='I&apos;m sorry, but I had to say that'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-864501496625824610.post-6636572912178403066</id><published>2007-09-14T21:56:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T22:05:57.951-03:00</updated><title type='text'>Só em Jandira mesmo...</title><content type='html'>Sim, eu sei, eu não devia estar digitando, mas é que hoje eu vi uma coisa muito engraçada acontecer aqui, não sei se engraçada no bom sentido, mas uma coisa que ilustra bem o quanto a minha cidade é monótona e quais são os eventos capazes de mobililizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, acordei ouvindo carros de som passando pela rua. Não sei bem o que diziam, pois estava ainda um tanto sonolenta. Perguntei à minha mãe e ela também não tinha prestado atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando fui ao mercado, percebi um aglomerado de pessoas em frente à loja de 1,99. Perguntei à funcionária do mercado o que era aquilo e ela me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, acho que vão destruir os caça - níqueis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela me disse aquilo, me aproximei da multidão para confirmar se tamanha besteira era mesmo verdade. O pior é que era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma moça em cima de um caminhão com um microfone na mão lendo um texto sobre uma pedra que tinha aparecido no caminho de diferentes pessoas e falando o que cada pessoa tinha feito com a pedra. A verdade é que ela estava aguardando o prefeito chegar para passar com o trator por cima das maquininhas de caça - níquel. Com certeza eles haviam tirado todo o dinheiro que estava dentro das máquinas. O que será que tinham feito? Devolvido aos viciados que eles estão tentando salvar?&lt;br /&gt;Não fiquei para ver como a história terminou, mas quando cheguei em casa, pude ouvir o barulho dos fogos de artifício e fiquei imaginando a cena ridícula do prefeito dentro de um trator passando por cima das máquinas. Engraçado seria se ele se desiquilibrasse com o trator (sim, é maldade, eu sei). Fico pensando, até quando vamos continuar seguindo leis idiotas e sem fundamento, só porque um presidente lunático, cansado de gastar seu dinheiro nos bingos, proibiu a prática de jogos de azar... Até concordo que a medida, em partes, ajuda as pessoas a se livrarem do vício, mas se for assim, ele terá que passar em cima das garrafas de bebidas alcóolicas, maços de cigarros, barras de chocolate...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/864501496625824610-6636572912178403066?l=deiademeter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deiademeter.blogspot.com/feeds/6636572912178403066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=864501496625824610&amp;postID=6636572912178403066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6636572912178403066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/864501496625824610/posts/default/6636572912178403066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deiademeter.blogspot.com/2007/09/s-em-jandira-mesmo.html' title='Só em Jandira mesmo...'/><author><name>Deia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_2c6avUgAlfE/SV0R46eVvtI/AAAAAAAAABo/32DS4R5ekzw/S220/nova+deia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
